Vitória do presidente Lula desencadeia onda de retaliações patronais nas...
Neste Setembro Amarelo, mês dedicado à valorização da vida e à prevenção do suicídio, o Sinpro Rio Preto rompe o silêncio sobre o sofrimento psíquico que atinge professoras e professores da rede privada. Ansiedade crônica, síndrome de burnout, síndrome do pânico e depressão severa aparecem com frequência crescente entre docentes que procuram o sindicato. O que esses casos mostram é que o problema não está na fragilidade de cada um, e sim em um modelo de trabalho que adoece.
Se você precisa de ajuda agora
O CVV atende de graça, 24 horas por dia, pelo telefone 188 e pelo site cvv.org.br. O atendimento é sigiloso e não é preciso estar em crise para ligar.
Por que palestra motivacional não resolve
Cuidar da saúde mental de quem ensina não cabe em palestra de autoajuda, laço na lapela ou discurso corporativo de bem-estar. Esse tipo de abordagem devolve ao professor a responsabilidade por um esgotamento que não foi ele que criou. O desgaste do corpo docente não vem de falta de resiliência pessoal. Ele vem da forma como o trabalho está organizado nas escolas e faculdades privadas.
O que adoece: violência, hiperconexão e assédio
O adoecimento nas salas de aula tem causas concretas, e elas aparecem todo dia na base do sindicato em São José do Rio Preto e região.
Violência e intimidação. Professores enfrentam agressão verbal, ameaça, perseguição em grupos de rede social e a pressão de famílias que transferem para a escola aquilo que caberia a elas. Com frequência, isso acontece sem que a direção da escola ofereça respaldo.
Invasão do descanso. A exigência de responder a aplicativo de mensagem, e-mail institucional e plataforma digital fora da jornada toma o tempo de convívio e de recuperação. Correção de madrugada, atendimento a pais fora de hora e cobrança no fim de semana são trabalho invisível, e trabalho invisível também cansa.
Assédio moral e metas abusivas. Sob o nome de engajamento, o assédio se acomodou na rotina de muitas instituições. Com a ameaça de demissão a cada fim de semestre, o professor acumula função sem receber por isso e recebe tarefa que não cabe no tempo que ele tem.
O que a Convenção e a NR-1 já garantem
A saída para o sofrimento docente não está só no consultório, e atendimento individual sozinho não muda a causa. O enfrentamento passa pela organização coletiva e pela cobrança do que já está escrito.
Nas Convenções Coletivas de Trabalho negociadas pelo Sinpro Rio Preto e pela Federação dos Professores do Estado de São Paulo (FEPESP), que abrangem Educação Básica, Ensino Superior e Escolas Conveniadas, e nos acordos específicos do SESI e do SENAI, existem dispositivos que limitam a jornada, preservam a hora-atividade e tratam do envio de mensagem corporativa fora do expediente escolar.
A Norma Regulamentadora nº 1, a NR-1, obriga as instituições de ensino a mapear e gerenciar os riscos psicossociais do ambiente de trabalho, com participação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio, a CIPA.
O Sinpro Rio Preto cobra que mantenedores e gestores criem canais permanentes de mediação de conflito, ofereçam apoio psicológico de verdade e adotem protocolo claro contra qualquer agressão dirigida a educadores.
O que fazer se está acontecendo com você
Exerça o direito à desconexão. Você não precisa responder a coordenação, direção ou responsável por aluno em período de descanso, feriado e fim de semana. Tempo de repouso é garantia legal.
Guarde prova. Salve print de mensagem recebida fora de horário, e-mail institucional e registro de ocorrência na escola. Documento guardado hoje é o que sustenta a ação depois.
Procure atendimento médico. Não ignore cansaço extremo, taquicardia, insônia, pânico ou depressão. Busque avaliação e peça que o laudo descreva com clareza o seu quadro.
Acione o Sinpro Rio Preto. O sindicato tem estrutura jurídica e sindical para receber denúncia, orientar e defender seus direitos, com sigilo garantido.
Você não precisa enfrentar isso sozinha ou sozinho. Dor individual se enfrenta com solidariedade e organização de classe. Onde houver um professor em sofrimento, o Sinpro Rio Preto estará lá.
Canais do Sinpro Rio Preto
Portal: sinproriopreto.org.br
E-mail:
WhatsApp de plantão e denúncias: (17) 99217-4324
Sede: Rua Honduras, 227, Jardim Alto Rio Preto, São José do Rio Preto, SP
Apoio emocional 24h, gratuito e sigiloso: CVV, telefone 188, ou cvv.org.br
O minicurso "Da exclusão à educação inclusiva: o direito de pertencer à escola comum e os caminhos para fazer a inclusão sair do papel" acontece no dia 21 de setembro de 2026, uma segunda-feira, das 19h às 21h30, no auditório do IFSP, Câmpus São José do Rio Preto. A formação é presencial, tem o apoio do Sinpro Rio Preto e as inscrições já estão abertas para professores da rede particular e para toda a comunidade escolar interessada.
A proposta é discutir como o Brasil chegou até aqui. O curso recupera a história das políticas públicas de escolarização de pessoas com deficiência, do tempo em que a resposta do Estado era excluir, segregar e institucionalizar, até o reconhecimento do direito à matrícula e à convivência na escola comum. A partir desse percurso, o convite é para que professoras e professores revisitem paradigmas que ainda sustentam a prática pedagógica, e olhem para os marcos legais que garantem não só a entrada do estudante na escola, mas a permanência dele com acolhimento e pertencimento.
Da teoria à sala de aula: o que fazer com as barreiras
Além das bases conceituais e jurídicas, a atividade trata do que aparece todo dia na escola. A programação prevê caminhos concretos para derrubar barreiras arquitetônicas, atitudinais e pedagógicas, além de orientações para montar planejamento curricular inclusivo e usar recursos de acessibilidade na rotina de aula. É formação continuada para quem precisa transformar diretriz de inclusão em prática que funcione dentro da própria disciplina.
Por que o Sinpro apoia
Apoiar uma formação como essa faz parte do compromisso do sindicato com a qualificação docente e com a valorização de quem trabalha em escolas que precisam acolher todo mundo. Para o Sinpro Rio Preto, fortalecer a categoria também é garantir que o professor não fique sozinho diante de mudanças curriculares que chegam à sala de aula sem estrutura e sem formação.
Quem pode participar
A formação é aberta ao corpo docente da rede particular de ensino e a toda a comunidade escolar interessada no tema. A inscrição precisa ser feita antes, pelo formulário oficial.
Serviço
Data: 21 de setembro de 2026, segunda-feira
Horário: das 19h às 21h30
Local: auditório do IFSP, Câmpus São José do Rio Preto
Endereço: Rua Dr. Eduardo Nielsen, 420, Jardim Congonhas, São José do Rio Preto
Inscrições: https://forms.gle/NmBFtFAYTtRs52VF6
Mais informações: perfil @uma_professora_inclusiva no Instagram
Dúvidas ou orientação sindical
Professoras e professores podem falar com o Sinpro Rio Preto pelo portal sinproriopreto.org.br, pelo e-mail