FEPESP envia carta ao SENAC-SP sobre saúde mental e segurança dos professores

A Federação dos Professores do Estado de São Paulo, a FEPESP, enviou uma carta ao SENAC São Paulo cobrando atenção institucional à saúde mental dos professores, à segurança docente e ao combate à violência escolar. O documento nasceu do Encontro Estadual de Docentes do SENAC, realizado em 3 de setembro de 2026, e reúne professoras e professores do Ensino Médio Técnico de todo o estado. O Sinpro Rio Preto, como sindicato filiado à FEPESP, apoia integralmente as reivindicações e leva o documento ao conhecimento da categoria na região.

O que a carta denuncia

O texto descreve uma rotina docente atravessada por planejamentos, aulas, orientação de projetos, determinações burocráticas crescentes, acúmulo de funções e jornadas extensas. E vai além: relata que a escola, que deveria ser espaço seguro de acolhimento, tem sido palco de episódios contínuos de desrespeito. Agressões, assédios, hostilidades e discriminação em diversas formas, como racismo, machismo, homofobia e capacitismo, aparecem como relatos cotidianos na rede.

Segundo a carta, essas violências contribuem para um nível de esgotamento que atinge a saúde física e mental dos professores, e também a permanência e a dignidade no trabalho.

Saúde mental não é responsabilidade individual

Um dos pontos centrais do documento é reafirmar que a saúde do professor também é responsabilidade institucional, e não só individual, especialmente em um ambiente que pode adoecer quem trabalha nele. A carta cita a atualização da Norma Regulamentadora nº 1, de 2026, que trata do gerenciamento de riscos psicossociais no trabalho, como base para essa cobrança.

O que a FEPESP pede ao SENAC-SP

A carta solicita ao SENAC-SP a construção de espaços de decisão coletiva com participação do professorado, quando necessário, e a ampliação do diálogo em Foro de Negociação entre os sindicatos filiados e o SENAC-SP.

Pede também a implementação de protocolos claros, com fluxos de mediação de conflitos em sala de aula, tolerância zero às violências contra o docente, e ações formativas direcionadas que garantam um ambiente de trabalho seguro, protegendo a integridade física e psicológica do professorado.

Por que isso importa para quem dá aula no SENAC em Rio Preto

O Sinpro Rio Preto acompanha as negociações da categoria com o SENAC e reforça que a saúde mental e a segurança de quem ensina não são pauta secundária. Professoras e professores que enfrentam situações de violência, assédio ou discriminação no ambiente escolar podem procurar o sindicato, com sigilo garantido.

Canais do Sinpro Rio Preto

Site: sinproriopreto.org.br
WhatsApp: (17) 99217-4324
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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